Caminhoneiros iniciaram à 0h desta segunda-feira (13/07) uma paralisação nos principais portos do Brasil para pressionar o Senado a votar a Medida Provisória 1.343/2026, que estabelece um piso mínimo para o frete rodoviário. A mobilização atinge terminais em Santos (SP), Paranaguá (PR) e Salvador (BA), três dos maiores complexos portuários do país.
O movimento é liderado pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), presidida por Wallace Landim, conhecido como Chorão, e conta com o apoio da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL). A principal reivindicação é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, paute a votação da MP antes de seu vencimento, previsto para quinta-feira (16/07).
Conforme o portal Transporte Moderno, caso a medida provisória expire sem ser votada, os caminhoneiros perdem a garantia de um valor mínimo obrigatório para os fretes, o que, segundo as entidades representativas da categoria, agrava a defasagem entre o custo operacional das viagens e os valores pagos pelos embarcadores.
A paralisação tem potencial de afetar o fluxo de exportação e importação de produtos estratégicos para a economia brasileira. De acordo com o Correio Braziliense, os portos atingidos movimentam volumes expressivos de grãos, fertilizantes, carnes e contêineres, e uma interrupção prolongada pode gerar gargalos logísticos em cadeias de abastecimento que dependem do transporte rodoviário para chegar aos terminais.
Segundo o Compre Rural, lideranças da categoria afirmam que a mobilização será mantida até que haja sinalização concreta de inclusão da MP na pauta do plenário do Senado. Até o momento da publicação deste texto, não havia manifestação oficial da presidência da Casa sobre o calendário de votação.
A MP 1.343/2026 foi editada pelo governo federal como resposta a reivindicações históricas dos caminhoneiros autônomos, que representam parcela significativa do transporte de cargas no país. A medida estabelece critérios para o cálculo do piso do frete com base em custos operacionais como combustível, manutenção e pedágios.