As autoridades de saúde brasileiras descartaram em 1º de junho os dois casos suspeitos de ebola que vinham sendo monitorados no Rio de Janeiro e em São Paulo, conforme informações divulgadas pelo jornal O Tempo e pelo Brasil 247.
O paciente que estava sob vigilância no Rio de Janeiro recebeu diagnóstico de malária, enquanto o internado em São Paulo — que havia viajado recentemente à República Democrática do Congo, epicentro do atual surto da doença na África Central — testou negativo para o vírus ebola. Segundo os veículos, ele foi diagnosticado com meningite grave.
Os dois casos haviam gerado alerta nas autoridades sanitárias brasileiras em meio ao agravamento do surto de ebola na República Democrática do Congo, que concentra o maior número de infecções e mortes pela doença no continente africano. Conforme reportagem da NBC News, o Brasil chegou a investigar os possíveis casos como parte de um esforço de vigilância ampliado diante do cenário internacional.
Reforço nos protocolos
Com a confirmação do surto na África Central, o Brasil reforçou seus protocolos de vigilância sanitária, especialmente em relação a viajantes procedentes de países afetados. As medidas incluem monitoramento em pontos de entrada no país e orientações a profissionais de saúde para identificação rápida de sintomas compatíveis com a doença.
O ebola é uma doença viral grave, com alta taxa de letalidade, transmitida pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas. Os sintomas incluem febre alta, dores musculares, vômitos, diarreia e, em casos graves, hemorragias. A doença não tem tratamento específico aprovado de forma ampla, embora vacinas e terapias experimentais venham sendo utilizadas em surtos recentes no continente africano.
O descarte dos dois casos encerra, por ora, o alerta de ebola em território brasileiro, mas as autoridades de saúde mantêm os protocolos de vigilância reforçados enquanto o surto na República Democrática do Congo permanecer ativo.