o Pela primeira vez no Brasil, o cientista político e professor judeu, Norman G. Finkelstein, lançará o livro "A indústria do Holocausto: reflexões sobre a exploração do sofrimento judeu" , na próxima quinta-feira (4), n'A Feira do Livro, festival literário realizado na capital paulista. Com entrada gratuita, a programação se estende até 7 de junho . O autor será entrevistado pela jornalista Patrícia Campos Mello, no Auditório Museu do Futebol, no encontro intitulado Holocausto e Palestina. Filho de sobreviventes de campos de concentração nazistas e do Gueto de Varsóvia, o autor é uma voz contundente contra o genocídio na Palestina. "Ele é a principal voz internacional crítica a Israel, sobretudo porque ele é um judeu antissionista, com muitos livros publicados e traduzidos no mundo, e foi perseguido também", avaliou Cauê Seignemartin Amenio, editor e publisher da editora Autonomia Literária, pela qual Finkelstein está sendo publicado. Na obra, o autor examina a instrumentalização política da memória do extermínio promovido pelos nazistas. Finkelstein argumenta que a memória do Holocausto foi transformada em uma representação ideológica a serviço de interesses de classe e das elites judaicas dos Estados Unidos. Essa instrumentalização do sofrimento judeu traria uma imunidade ideológica ao Estado de Israel. "Israel está em guerra com dois países [Líbano e Irã], depois de ter dizimado os palestinos na Faixa de Gaza, e também está em permanente guerra na Cisjordânia expandindo suas colônias - que é um processo desde 1936. Agora está bombardeando o sul do Líbano, para anexar também", lembrou Cauê. "É o país que está mais em guerra no mundo, sendo uma ferramenta central do imperialismo norte-americano e ocidental no Oriente Médio." Para Cauê, o autor adquiriu ainda mais relevância no contexto internacional após rechaçar, conforme e-mails vazados, as investidas de Jeffrey Epstein. "Ele é um teórico, estudioso, filhos de vítimas do Holocausto, tem seu lugar de fala para abordar tudo isso. E é um dos caras mais íntegros hoje em dia no mundo, porque o resto caiu 'no bolso' do Epstein, desde Chomsky a Trump e Clinton."
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