O julgamento do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e de Monique Medeiros pela morte do menino Henry Borel foi retomado nesta segunda-feira (25) no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os dois réus respondem por homicídio triplamente qualificado da criança, que morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos de idade.

Caso que chocou o país

Henry Borel foi encontrado morto no apartamento onde vivia com a mãe, Monique Medeiros, e o então padrasto, Jairinho, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. O caso ganhou ampla repercussão nacional e levou à prisão dos dois acusados, que respondem por homicídio triplamente qualificado.

Segundo o Diário de Pernambuco, este é o segundo júri popular marcado para julgar os réus. O primeiro, realizado em março de 2026, foi suspenso após a defesa de Jairinho alegar que não teve acesso adequado a provas digitais incluídas no processo, o que configuraria, segundo os advogados, cerceamento do direito de defesa. A suspensão gerou frustração entre familiares da vítima e acompanhantes do caso.

Mudança na defesa para evitar novo adiamento

De acordo com o Poder360, o novo julgamento chegou a correr risco de ser adiado mais uma vez. Para evitar uma nova suspensão, o filho de Jairinho assumiu como advogado principal na defesa do pai. A mudança na composição da equipe jurídica foi o que viabilizou a manutenção da data do júri, conforme as fontes consultadas pelos veículos que acompanham o caso.

O pai de Henry, o engenheiro Leniel Borel, tem acompanhado de perto todos os desdobramentos processuais e manifestou, segundo o Poder360, expectativa de que o julgamento seja concluído desta vez sem novas interrupções.

Triplamente qualificado

Os réus respondem por homicídio com três qualificadoras, o que, em caso de condenação, pode resultar em penas significativamente mais elevadas do que as previstas para homicídio simples. A decisão caberá ao conselho de sentença formado por jurados populares, conforme determina a legislação brasileira para crimes dolosos contra a vida.

O julgamento ocorre mais de cinco anos após a morte de Henry Borel. A expectativa é de que a sessão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro se estenda por vários dias, dada a complexidade do processo e o volume de provas e testemunhos a serem apresentados ao júri.