O pequeno país caribenho será o próximo adversário do Brasil pelo Grupo C da Copa do Mundo na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), na Filadélfia (Estados Unidos). A seleção haitiana entrará em campo com um novo uniforme, sem referência à luta anticolonial, por exigência da Fifa . Fora de campo, Brasil e Haiti tem relações que vão além do futebol, passam pela cultura, acolhimento humanitário e ações de solidariedade. No ranking da Fifa as duas seleções estão em extremos opostos, com o Brasil em sexto lugar e o Haiti na lanterna. Os Les Grenadiers (Os Granadeiros), apelido da equipe haitiana, retornam ao Mundial 50 anos depois da primeira participação, em 1974. Uma feito histórico, em meio à grave crise política e humanitária no país, agravada por desastres naturais, como o terremoto de 2010. Orgulhosos da trajetória nas eliminatórias, os Granadeiros - referência a soldados que lançavam granadas - acreditam que o futebol é capaz de unir e de ser motivo de celebração. "Estou sorrindo porque precisamos manter o pensamento positivo: podemos competir neste nível", disse o meia Jean-Ricner Bellegarde, em entrevista à Fifa, após a a estreia contra a Escócia, no último sábado (13). A seleção haitiana foi derrotada por 1 a 0 , apesar de ter dominado a partida, passando quase metade do jogo (47%) com a bola nos pés. Yon rèv. Yon pèp. Yon ekip. 🇭🇹 pic.twitter.com/K3oprvPmyw — Concacaf (@Concacaf) June 13, 2026 Dentro das quatro linhas, o encontro entre Brasil e Haiti também celebra o futebol como instrumento de uma cultura de paz. Por anos, o Haiti foi um dos países onde a seleção brasileira mais conquistou fãs, que coloriam ruas e casas de verde-amarelo a cada Copa.
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