O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 14,25% ao ano na reunião encerrada em 17 de junho, dando sequência ao ciclo de cortes iniciado em abril, quando a Selic passou de 15% para 14,5%.
A decisão representa o segundo corte consecutivo da taxa básica e sinaliza uma mudança de trajetória na política monetária brasileira, que havia mantido os juros em patamares elevados para conter pressões inflacionárias. Conforme a Agência Brasil, a redução de 0,25 ponto percentual era amplamente esperada pelo mercado financeiro.
Projeções do mercado
Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas do mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre 2026 em 13,75% ao ano, o que indica a projeção de novos cortes nas próximas reuniões do Copom. A previsão sugere que o comitê deve manter o ritmo gradual de redução ao longo do segundo semestre.
A inflação projetada para 2026, no entanto, segue acima da meta perseguida pelo Banco Central. Conforme reportado pela CNN Brasil, o mercado elevou pela oitava vez consecutiva a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que agora está em 4,89% para o ano. O patamar supera o teto da meta de inflação, o que pode limitar o espaço para cortes mais agressivos nos juros.
Crescimento econômico
As projeções do mercado financeiro apontam um crescimento de 1,85% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026, conforme dados reunidos pelo boletim Focus. O ritmo de expansão econômica moderado reflete o ambiente ainda restritivo da política monetária, mesmo com o início do ciclo de reduções da Selic.
Cenário à frente
O Copom enfrenta o desafio de equilibrar o alívio gradual nos juros com uma inflação que permanece pressionada. Com a taxa ainda em 14,25% ao ano — patamar historicamente elevado —, o custo do crédito segue como fator de contenção para o consumo e o investimento produtivo. As próximas decisões do comitê devem ser pautadas pela evolução dos indicadores de preços e pela atividade econômica nos meses seguintes, segundo analistas consultados pelos veículos que acompanham a política monetária.