O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, na reunião encerrada em 17 de junho de 2026, reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano. A decisão marca o segundo corte consecutivo no ciclo de afrouxamento monetário iniciado em abril.
Segundo a Agência Brasil, o comunicado divulgado após a reunião manteve tom cauteloso, reforçando os riscos inflacionários que ainda cercam o cenário econômico brasileiro. O Copom optou por não sinalizar com clareza os próximos passos da política monetária, deixando em aberto a magnitude e o ritmo de eventuais novos cortes.
Inflação acima da meta pressiona decisões
De acordo com informações reunidas pelo InfoMoney, o mercado financeiro projeta inflação de 5,09% para 2026, percentual que supera o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, fixado em 4,5%. A persistência das expectativas inflacionárias acima do limite tolerado é apontada como o principal fator de cautela nas decisões do comitê.
Conforme análise publicada pela Remessa Online, a manutenção de projeções de inflação elevadas tende a limitar o espaço para cortes mais agressivos na taxa de juros, mesmo diante de sinais de desaceleração da atividade econômica. O cenário externo, com incertezas sobre a política monetária de economias avançadas, também foi citado entre os elementos de risco monitorados pelo Banco Central.
Segundo corte consecutivo
O movimento de junho dá sequência ao corte de mesma magnitude realizado na reunião de abril, quando o Copom encerrou um período prolongado de manutenção da Selic em patamares elevados. A taxa havia sido mantida em 14,75% entre o final de 2025 e o início de 2026, antes de recuar para 14,50% e, agora, para 14,25%.
A redução gradual reflete a estratégia do Banco Central de promover o afrouxamento monetário em ritmo moderado, buscando equilibrar o estímulo à atividade econômica com o controle da inflação. O comunicado do Copom reiterou que as decisões futuras continuarão dependentes da evolução dos indicadores econômicos e do comportamento das expectativas de mercado.
Próximos passos
A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 28 e 29 de julho de 2026. Agentes do mercado financeiro acompanham com atenção os dados de inflação e atividade que serão divulgados nas próximas semanas, em busca de sinais sobre a continuidade ou eventual pausa no ciclo de cortes. A ausência de orientação futura explícita no comunicado de junho amplia a incerteza sobre a trajetória da Selic no segundo semestre.