O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira, 3 de julho, em alta de 0,74%, aos 174.070,27 pontos, beneficiado pela baixa liquidez global provocada pelo feriado antecipado do Dia da Independência dos Estados Unidos. O dólar comercial recuou 0,55%, fechando cotado a R$ 5,1746 na venda.
Sessão de liquidez reduzida
Com os mercados americanos fechados em razão do feriado do 4 de Julho — antecipado para sexta-feira neste ano —, o volume de negociações na B3 ficou em R$ 12,67 bilhões, significativamente abaixo da média habitual dos pregões regulares. A ausência dos investidores estrangeiros que operam a partir de Nova York reduziu a volatilidade e contribuiu para um ambiente de menor pressão vendedora, conforme análises publicadas por CNN Brasil, InfoMoney e Money Times.
A máxima intradiária do Ibovespa alcançou os 174.664 pontos durante a sessão, refletindo o viés positivo que prevaleceu ao longo de todo o pregão. Com o resultado desta sexta-feira, o principal índice da bolsa brasileira acumula valorização de 8,03% no ano de 2026.
Dólar acompanha movimento externo
A queda do dólar frente ao real acompanhou o enfraquecimento da moeda americana no exterior, segundo as publicações. Dados do mercado de trabalho norte-americano divulgados antes do fechamento antecipado das bolsas nos EUA contribuíram para a percepção de que o Federal Reserve pode manter sua trajetória de política monetária sem apertos adicionais, o que pressionou o dólar globalmente.
O recuo de 0,55% levou a cotação de venda do dólar comercial para R$ 5,1746, consolidando uma sequência de desvalorização da moeda americana frente ao real nas últimas sessões.
Contexto e perspectivas
O desempenho positivo do Ibovespa nesta sexta-feira reforça a tendência de recuperação observada ao longo do primeiro semestre de 2026. De acordo com os veículos que cobriram o pregão, a combinação de fluxo estrangeiro favorável, perspectivas de manutenção da política monetária americana e fundamentos domésticos tem sustentado o apetite por ativos brasileiros.
A expectativa dos analistas citados pelas publicações é de que a próxima semana traga maior volatilidade, com o retorno pleno das operações nos Estados Unidos e a divulgação de novos indicadores econômicos tanto no Brasil quanto no exterior. O patamar de 174 mil pontos passa a ser observado como referência de suporte para o índice nos próximos pregões.