ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas Pesquisar Alta demanda por minerais críticos está remodelando comércio global, diz agência BR Unsplash/Bruna Fiscuk Mineração de cobre em Chuquicamata, Chile Facebook Twitter Imprimir Email Alta demanda por minerais críticos está remodelando comércio global, diz agência 12 Junho 2026 Desenvolvimento econômico Para alimentar uma economia marcada por inteligência artificial, carros elétricos e painéis solares, governos estão tentando ganhar espaço no comércio de minerais como lítio, grafite e cobalto; aumento de medidas para controlar exportação e acordos bilaterais trazem risco de um sistema comercial fragmentado. Conforme o mundo caminha na direção da energia limpa, eletrificação e tecnologias digitais, o comércio de minerais críticos ganha um papel central nas políticas industriais, bem como na competição geopolítica. A agência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, divulgou nesta sexta-feira uma análise sobre como os governos estão respondendo ao aumento da demanda por minerais que são essenciais para veículos elétricos, baterias, energia renovável, semicondutores e data centers de inteligência artificial. FMI/Crispin Rodwell Mais veículos elétricos nas estradas significarão menos poluição e menos emissões de gases de efeito estufa Oferta concentrada em poucos países Esses minerais incluem cobre, níquel, lítio, cobalto e elementos de terras raras. A demanda por lítio deve crescer mais de 350% até 2040, enquanto a demanda por grafite pode subir mais de 130%. De acordo com a Unctad, o problema não é apenas o aumento da demanda, mas onde está localizada a oferta, quem controla o processamento e onde o valor econômico é capturado. A agência desta que as cadeias de suprimentos de minerais críticos permanecem altamente concentradas. Em 2025, a República Democrática do Congo deteve 74% da produção global de minas de cobalto, enquanto a China produziu 78% do grafite natural mundial. Austrália, Chile e China juntos produziram mais de 70% do lítio. A concentração é ainda maior no refino e processamento, onde grande parte do valor é criada. A China desempenha um papel dominante no refino de vários minerais críticos, enquanto a Indonésia responde por 43% da capacidade global de refino de níquel. Impostos, proibições e acordos O desafio para muitos países em desenvolvimento ricos em minerais é que continuam exportando matérias-primas enquanto processamentos e manufaturas de maior valor ocorrem em outros lugares. Nesse contexto, os governos estão cada vez mais usando a política comercial para garantir a entrada de minerais críticos, construir a capacidade doméstica de extração e processamento e fortalecer sua posição nas cadeias de valor globais. Desde 2020, quase 100 medidas relacionadas à exportação foram introduzidas sobre minerais críticos. Elas incluem requisitos de licenciamento, impostos e proibições de exportação. A República Democrática do Congo, China e Indonésia têm sido alguns dos usuários mais ativos dessas medidas. O relatório também aponta para um rápido aumento nas colaborações entre países para explorar minerais críticos desde 2022. A Unctad identificou 73 acordos internacionais e instrumentos de parceria, sendo 58 assinados nos últimos 4 anos. Esses acordos abrangem cada vez mais toda a cadeia de valor, desde a exploração e extração até o processamento, refinação, fabricação e reciclagem. Unsplash/Paul-Alain Hunt Minério contendo cobre, cobalto e níquel em uma mina na Austrália Fragmentação ou cooperação? A Unctad alerta para o risco de um sistema fragmentado de acordos, regras e padrões sobrepostos. Isso pode aumentar custos, complicar decisões de investimento e pressionar países em desenvolvimento a se alinharem com um parceiro em detrimento de outro. A agência defende que uma abordagem mais coordenada ajudaria a manter o comércio de minerais críticos aberto, previsível e orientado para o desenvolvimento. Também apoiaria uma transição energética mais rápida e acessível. A questão central é se os minerais críticos vão se tornar outra fonte de fragmentação ou uma base para uma cooperação global mais resiliente e inclusiva. ♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News ♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android ♦ Siga-nos no Twitter ! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud minerais essenciais transição energética inteligência artificial Facebook Twitter Imprimir Email
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