Sinais da mudança climática estão cada vez mais presentes na América Latina e Caribe. A região registrou em 2025 temperaturas de calor de até 52,7°C, um furacão de categoria 5, ciclones tropicais, secas extremas e chuvas intensas.
O relatório O Estado do Clima da América Latina e no Caribe, divulgado pela Organização Meteorológica Mundial, OMM, revela ainda que na costa atlântica da região, o nível do mar está subindo mais rápido que a média global.
Temperaturas acima de 40 °C
Houve calor recorde em toda a região, incluindo 52,7 °C em Mexicali, no México e múltiplas ondas de calor acima de 40 °C a 45 °C em toda a América Central.
O Instituto Nacional de Meteorologia do Brasil, Inmet, informou que sete ondas de calor afetaram o país no ano passado. No estado do Rio Grande do Sul e em partes do Rio de Janeiro, as temperaturas ultrapassaram os 40 °C de janeiro até o início de março. Muitas escolas adiaram o retorno às aulas após os feriados.
O verão de 2024 a 2025 foi o mais quente desde 1961 no Brasil.
Seca incomum na Amazônia
Secas intensas também afetaram diversas partes do país. A região amazônica teve estações secas mais longas e frequentes, especialmente no sul e no leste. As partes sul e oeste da bacia amazônica registraram um volume total de precipitação inferior ao habitual.
Durante o primeiro semestre de 2025, algumas dessas localidades apresentaram uma seca incomum, incluindo a região do Estuário Amazônico.
O nordeste e sudeste do Brasil também viveram seca extrema a moderada nas bacias dos rios Paraná e São Francisco.
Abastecimento urbano sob pressão
Os rios atingiram níveis extremamente baixos, o abastecimento urbano ficou sob pressão, e comunidades indígenas e rurais enfrentaram dificuldades devido ao acesso limitado à água potável e à queda nas colheitas.
Grandes áreas do Planalto Brasileiro ficaram mais secas do que o normal.
Tornados e furacões
Em 2025, o Brasil registrou dois tornados em Rio Bonito do Iguaçu, no sul do país, que causaram sete mortes e deixaram 1,5 mil casas danificadas.
A OMS alertou também para a acidificação e aquecimento dos oceanos, que agravam os riscos para os ecossistemas marinhos e as pescas.
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que "os sinais de um clima em mudança são inconfundíveis em toda a América Latina e no Caribe".