ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas Pesquisar Crimes contra a humanidade: Argentina quer extradição de ex-coronel suspeito da Venezuela BR Helena Carpio/IRIN Protestos, iniciados em fevereiro de 2014, foram impulsionados pela escassez de alimentos Facebook Twitter Imprimir Email Crimes contra a humanidade: Argentina quer extradição de ex-coronel suspeito da Venezuela 12 Junho 2026 Legislação e prevenção de crimes Pedido é considerado um marco da justiça internacional e resultado das investigações da Missão da ONU; especialistas documentaram suspeitos abusos e crimes durante os protestos contra o governo de Nicolás Maduro. O ex-coronel Ephraín Enrique Verdú Torrelles, que integrou o comando da Guarda Nacional Bolivariana, GNB, teve a extradição solicitada por um tribunal federal argentino. A medida decorre da investigação conduzida pela Missão Internacional Independente de Apuração dos Fatos sobre a Venezuela, que investiga abusos cometidos durante os protestos de 2014. Jurisdição universal Segundo a Missão, trata-se do primeiro pedido de extradição consequência de uma investigação sobre crimes contra a humanidade relacionados às manifestações contra o presidente Nicolás Maduro. O ex-coronel está detido na Espanha e enfrenta acusações de abuso e homicídio. © OIM/Gema Cortes Resposta estatal não se limitou a incidentes isolados de uso indevido da força policial O processo segue o princípio da jurisdição universal, que permite tribunais de outros países investigar e julgar crimes internacionais cometidos fora de seu território. Crimes contra humanidade Os relatórios produzidos pela missão documentam violações de direitos humanos e crimes contra a humanidade ocorridos desde 2014. Os protestos, iniciados em fevereiro daquele ano, foram impulsionados pela escassez de alimentos, pela inflação e pelos altos índices de criminalidade. Com forte adesão de estudantes e líderes da oposição, o movimento tornou-se uma das maiores mobilizações populares da história recente do país. As investigações concluíram que a resposta estatal não se limitou a incidentes isolados de uso indevido da força policial, mas fez parte de um padrão de repressão planejado. Entre as táticas utilizadas pelo governo estavam o uso desproporcional de violência, a coordenação com grupos civis armados, prisões em massa e tortura. © Unicef/Gustavo Vera Centenas de estudantes e apoiadores da oposição foram detidos e submetidos a tortura As forças de segurança alegadamente chegaram a empregar munição real contra manifestantes desarmados, resultando em mortes, além de permitir que milícias civis atacassem e intimidassem opositores. Centenas de estudantes e apoiadores da oposição foram detidos e submetidos a tortura, incluindo casos de violência sexual. Sistema de repressão De acordo com a missão, essas práticas revelam um sistema institucionalizado de repressão. Organizado pelos mais altos escalões do governo, tinham o objetivo de silenciar a dissidência e manter o controle político. As investigações também apontam para a existência de uma cadeia de comando que parte do Poder Executivo, com o envolvimento de setores do Judiciário, a participação da GNB, de agências de inteligência civis e militares. ♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News ♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android ♦ Siga-nos no Twitter ! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud Ajuda humanitária na Venezuela alegados crimes Argentina relatores da ONU Facebook Twitter Imprimir Email
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