Os Estados Unidos lançaram uma nova rodada de ataques militares contra o Irã nesta terça-feira (7), atingindo as cidades portuárias de Bandar Abbas e Sirik, além da ilha de Qeshm, no sul do país. Simultaneamente, Washington reimposou sanções sobre as vendas de petróleo iraniano, em resposta a ataques atribuídos a Teerã contra navios comerciais no Estreito de Ormuz.

Segundo a CNN, os bombardeios tiveram como alvo infraestruturas militares e logísticas nas regiões costeiras iranianas, consideradas estratégicas para o controle do tráfego marítimo no estreito — rota por onde transita cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo. A reimposição das sanções visa estrangular as receitas iranianas com exportações de petróleo, ampliando a pressão econômica sobre o regime de Teerã.

A ofensiva ocorre em paralelo à cúpula da OTAN realizada em Ancara, na Turquia, nos dias 7 e 8 de julho de 2026, onde o presidente Donald Trump se reúne com líderes aliados para discutir questões de defesa coletiva e a escalada da crise com o Irã.

Conforme reportado pela CNBC, Trump utilizou a cúpula para criticar abertamente aliados da aliança militar que restringiram o uso de suas bases para operações ofensivas contra o Irã. O presidente norte-americano classificou a postura como falta de lealdade e questionou o comprometimento de alguns membros com os princípios de solidariedade da OTAN. As declarações elevaram a tensão diplomática dentro do próprio bloco, em um momento que demandaria unidade entre os aliados ocidentais.

De acordo com a Fox News, a escalada militar coincide com um período de instabilidade interna no Irã, o que, segundo analistas ouvidos pelo veículo, pode ter influenciado o cálculo estratégico de Washington ao optar por uma ação mais agressiva neste momento. A combinação de pressão militar e econômica sinaliza uma intensificação significativa da campanha norte-americana contra Teerã.

A cúpula da OTAN em Ancara segue nesta quarta-feira (8), com expectativa de que os aliados busquem alinhar posições sobre os desdobramentos no Golfo Pérsico e eventuais respostas coordenadas à crise regional.