As Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam mais de 80 alvos militares no sul do Irã em 7 de julho de 2026, utilizando munições de precisão, em resposta a ataques iranianos contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump declarou que o acordo provisório de cessar-fogo com Teerã está "acabado", elevando os temores de uma escalada militar na região.

Segundo o Poder360, a operação americana foi deflagrada após forças iranianas alvejarem três navios mercantes que transitavam pelo estreito, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio global de energia. Conforme o jornal O Tempo, um dos navios atingidos transportava gás natural liquefeito procedente do Catar e ficou sob risco iminente de explosão, o que mobilizou equipes de emergência na região.

O ataque iraniano às embarcações comerciais representou uma ruptura direta no frágil entendimento que vinha sendo mantido entre Washington e Teerã. Com a declaração de Trump de que o acordo está encerrado, o cenário diplomático entre as duas nações voltou ao patamar de confronto aberto, sem canal de negociação ativo.

Em desdobramento imediato no campo econômico, o Departamento do Tesouro dos EUA restabeleceu sanções sobre as exportações de petróleo iraniano, conforme reportado pelo Just Security. As novas medidas dão prazo até 17 de julho para que empresas e governos que mantêm transações com o setor petrolífero do Irã encerrem suas operações, sob risco de penalidades secundárias por parte de Washington.

O Estreito de Ormuz é passagem obrigatória para cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente. A combinação entre a retomada dos bombardeios, a ruptura diplomática e o restabelecimento de sanções pressionou os mercados internacionais, com alta nos preços do barril de petróleo e busca por ativos de refúgio. Analistas ouvidos por veículos internacionais apontam que o risco de interrupção prolongada no fluxo de energia pela região é o mais elevado em anos.

A escalada reacende preocupações sobre a segurança da navegação comercial no Golfo Pérsico e coloca em xeque os esforços de mediação que vinham sendo conduzidos por países do Oriente Médio. Até o momento, o governo iraniano não se pronunciou oficialmente sobre os bombardeios americanos nem sobre o fim do acordo declarado por Trump.