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FAO projeta crise agropecuária após fechamento do Estreito de Ormuz BR

© WFP/Arete/Mahad Said O impacto da crise já se faz sentir em países como a Somália, podendo prejudicar seriamente as suas importantíssimas exportações de gado para o Oriente Médio.

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FAO projeta crise agropecuária após fechamento do Estreito de Ormuz

22 Maio 2026 Desenvolvimento econômico Agência da ONU prevê encarecimento nos próximos meses; o comércio entre o Brasil e África impulsionou o preço da carne; demanda dos mercados africanos por carne de frango produzida na região compensou quedas.

O fechamento do Estreito de Ormuz representa o início de uma crise no sistema agropecuário que levará a um aumento drástico no preço dos alimentos nos próximos seis meses. Esta é a estimativa do economista-chefe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura, FAO , Maximo Torero. Ele recomenda que governos e instituições comecem a pensar em formas de ampliar a capacidade de absorção e adaptação dos países para minimizar esses impactos. Aumento nos preços De acordo com a agência da ONU, o tempo para medidas preventivas está se esgotando. Decisões sobre importação e uso de fertilizantes terão impacto direto nos preços dos alimentos. O monitoramento mensal da agência já registra aumentos, impulsionados pelos altos custos de energia e pelo conflito no Oriente Médio.

© NASA/GSFC/Jacques Descloitres Imagem de satélite do Estreito de Ormuz

Em abril, as exportações de carne bovina do Brasil puxaram a alta global diante da oferta limitada de rebanhos de gado. A demanda dos mercados africanos por carne de frango, produzida na região, compensou quedas na comercialização com Oriente Médio, mas encareceu abruptamente a classe de produtos. Redução dos impactos Até o final do ano, a situação pode se agravar com os efeitos do fenômeno climático El Niño, que deve elevar as temperaturas das águas do Oceano Pacífico, mudando a circulação atmosférica global. Esta alteração climática provoca secas severas em algumas regiões e chuvas intensas em outras. As medidas atuais de redução dos impactos na economia envolvem a utilização de rotas terrestres e marítimas alternativas, mas com capacidade limitada. Para evitar inflação no curto prazo, será preciso obter mais rotas comerciais, proteção dos fluxos humanitários, evitar restrições às exportações, e reservas estratégicas para absorver custos de transporte mais elevados. Para os próximos anos, a FAO considera essencial a adoção de medidas sustentáveis, como o investimento em energias renováveis e tecnologias agrícolas de precisão para prevenir novas crises.

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Estreito de Ormuz aumento de preços crise no sistema agropecuário

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