O Irã anunciou nesta sexta-feira (20) o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o comércio global de petróleo, alegando que Israel violou o memorando de entendimento de cessar-fogo ao realizar ataques contra o Líbano. Os Estados Unidos contestaram o anúncio e afirmaram que o tráfego marítimo segue fluindo pela passagem.

Segundo o Axios, autoridades iranianas declararam que a decisão de bloquear o estreito é uma resposta direta às operações militares israelenses em território libanês, que Teerã considera uma violação dos termos do cessar-fogo firmado anteriormente. O Irã condicionou a reabertura da via à implementação de um cessar-fogo abrangente por parte de Israel no Líbano.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é passagem obrigatória para cerca de um quinto do petróleo consumido globalmente. Qualquer interrupção efetiva no fluxo pela região tem potencial para provocar turbulência significativa nos mercados internacionais de energia.

Conforme reportado pelo Washington Times, o governo dos Estados Unidos rejeitou a premissa do anúncio iraniano, negando que o Irã tenha controle unilateral sobre a passagem. Autoridades americanas afirmaram que forças navais dos EUA estão monitorando a situação e que embarcações comerciais continuam transitando pela área.

De acordo com a CNBC, o movimento iraniano levanta dúvidas sobre o futuro das negociações diplomáticas em andamento, uma vez que o fechamento — mesmo que contestado em sua eficácia — representa uma escalada retórica significativa em um momento de tensões já elevadas na região.

A declaração de Teerã reacende preocupações sobre a estabilidade do Oriente Médio e seus reflexos na economia global, especialmente nos preços do petróleo. A comunidade internacional acompanha os desdobramentos enquanto avalia o alcance real da medida anunciada pelo governo iraniano.