ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas Pesquisar Mundo tem 665 milhões ainda sem eletricidade BR FAO/Djibril Sy Um almoço em família em Cabo Verde.
Como não há eletricidade, as refeições são preparadas em fogo aberto no quintal Facebook Twitter Imprimir Email Mundo tem 665 milhões ainda sem eletricidade 25 Junho 2026 Saúde Acesso mundial à eletricidade estagnou nos 92%, persistindo fortes disparidades entre regiões menos desenvolvidas; avanço nas energias renováveis não é suficiente para cumprir metas da ONU. Em 2024, pelo menos 665 milhões de pessoas no mundo não tinham acesso à eletricidade e cerca de dois bilhões utilizaram combustíveis e tecnologias poluentes para cozinhar, colocando em risco a sua saúde e bem-estar. Os dados são do relatório conjunto da Agência Internacional de Energia, da Agência Internacional para as Energias Renováveis, do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde, que destaca a urgência de garantir o acesso à eletricidade às comunidades mais vulneráveis do mundo.
Progresso desigual no acesso global à eletricidade A publicação indica que o acesso mundial à eletricidade estagnou nos 92% em 2024.
Por sua vez, o ritmo de crescimento anual reduziu-se para metade em comparação com a década anterior, sendo incapaz de ultrapassar as desigualdades regionais de acesso à eletricidade.
Entre estas, a África Subsaariana suporta uma parte desproporcionada das carências energéticas globais, com mais de 560 milhões de pessoas sem eletricidade e 970 milhões sem acesso a soluções de cozinha limpa.
Embora a maioria das regiões esteja a aproximar-se do acesso universal, o progresso na África Subsaariana abrandou significativamente, sendo necessário triplicar o ritmo de eletrificação para atingir o acesso universal até 2030, conclui o relatório. © UNICEF/Pranav Purushotham Na Índia, escolas de vilarejos sem eletricidade estão recebendo lâmpadas solares para ajudar os alunos a estudar.
Energias renováveis em expansão Os especialistas verificaram que as energias renováveis continuaram a expandir-se de forma robusta, representando mais de 30% do consumo de eletricidade em todo o mundo, mas o investimento continua marcado por disparidades.
Segundo o relatório, os fluxos financeiros públicos internacionais para apoiar a energia limpa nos países em desenvolvimento aumentaram ligeiramente para US$ 24,6 bilhões.
Contudo, os fluxos financeiros internacionais para energia limpa destinados aos países menos desenvolvidos registaram uma redução de 11% face a 2023. O relatório alerta que os avanços nas renováveis são insuficientes para garantir o cumprimento das metas inscritas no sétimo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, ODS 7, que visa garantir acesso universal à energia acessível, fiável, sustentável e moderna até 2030.
Acessibilidade continua a ser um obstáculo A acessibilidade económica continua a ser um obstáculo à garantia do acesso à eletricidade.
Milhões de famílias não conseguem suportar os custos de ligação, instalação elétrica ou serviços básicos de energia. À medida que os países procuram alcançar as populações ainda sem eletrificação, medidas baseadas em mecanismos de financiamento e soluções de eletrificação de menor custo serão essenciais para garantir o acesso generalizado, sublinha a publicação.
Até 2030, uma liderança política mais forte, melhor coordenação entre setores e um foco estratégico nos países e comunidades com maior risco de exclusão continuam a ser prioritárias para garantir o acesso universal à eletricidade, ressalvam as agências da ONU. ♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News ♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android ♦ Siga-nos no Twitter !
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