ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas Pesquisar OMS reforça combate ao ebola com estratégia "Uma Só Resposta" BR © OMS/Joël Lumbala Resposta da OMS ao surto de ebola na República Democrática do Congo. Facebook Twitter Imprimir Email OMS reforça combate ao ebola com estratégia "Uma Só Resposta" 9 Junho 2026 Saúde Agência envia força-tarefa à RD Congo de mais de 100 especialistas para descentralização de laboratórios; ação visa acelerar testagem e travar avanço do vírus nas regiões congolesas mais afetadas assim como em Uganda. A Organização Mundial da Saúde, OMS, e o Centro de Controle de Doenças em África, África CDC, revelaram que o aumento no número de diagnósticos de ebola é o resultado de uma grande expansão na capacidade de testagem e do rastreio de contatos no terreno. As duas entidades defendem que, embora a operação enfrente sérios desafios logísticos num território extenso, a estratégia de aproximar a ciência do epicentro do surto já começa a dar resultados. Confirmados 550 casos O diretor de Operações de Alerta e Resposta a Emergências de Saúde da OMS, Abdirahman Mahamud, informou que, até segunda-feira, 550 casos e 101 mortes foram notificados. A boa notícia é que existe um total cumulativo de 19 pacientes recuperados, fruto da eficácia na identificação e no tratamento precoces. O especialista está em Bunia, na província de Ituri, na RD Congo, área que reúne 94% de casos. Do lado congolês, está a ser implementada uma resposta unificada de saúde pública sob o princípio de "Uma Só Resposta" para travar a cadeia de transmissão do vírus. Nesta terça-feira, a agência da ONU anunciou que mobilizou mais de 100 profissionais especializados, incluindo epidemiologistas, pessoal de logística, especialistas em cuidados clínicos e pesquisadores de vacinas. A meta é apoiar diretamente as autoridades congolesas. © OMS Profissionais de saúde se preparam para trabalhar em um centro de tratamento de ebola recém-inaugurado em Bunia, República Democrática do Congo. Capacidade dos laboratórios Para além do pessoal do setor, foram entregues 40 toneladas de equipamentos e suprimentos médicos essenciais para garantir a segurança dos profissionais de saúde, reforçar a capacidade dos laboratórios e manter os hospitais operacionais. Um dos maiores avanços da resposta ao atual surto é a descentralização dos testes. A OMS ajudou a instalar laboratórios de campanha nas áreas mais afetadas, incluindo Bunia, Kivu do Norte, Kivu do Sul e Mongbwalu, estando já planeada a expansão para o distrito de Aru. Diagnósticos no mesmo dia marcam o fim dos atrasos Com a nova infraestrutura descentralizada, o tempo de espera foi eliminado: todos os casos suspeitos podem agora ser testados e processados num prazo máximo de 24 horas dentro dos próprios centros de tratamento. A operação conta com um sistema de dados de ponta a ponta de última geração que regista todo o percurso da amostra, desde a recolha inicial até à fase de isolamento e tratamento. Este método tecnológico permite superar inclusive as barreiras da conectividade limitada de internet na região. Atualmente, mais cerca de 100 casos suspeitos estão a ser rigorosamente investigados para confirmação ou descarte oficial. Rastreio de contactos pretende chegar aos 90% O aumento das atividades de vigilância permitiu identificar e colocar sob acompanhamento contínuo 5.040 contactos nas províncias orientais congolesas de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. Os dados mais recentes partilhados pela OMS revelam que a taxa de contactos efetivamente rastreados na RD Congo situa-se entre os 62% e os 64,4%. Mesmo com avanços firmes, o objetivo é atingir uma cobertura mínima de 90%. O maior obstáculo para acelerar a meta reside na dimensão geográfica de províncias como Ituri, onde as grandes distâncias complicam a recolha célere de amostras. Abdirahman Mahamud defende que o sucesso das operações depende inteiramente da confiança comunitária e que a "atuação lado a lado com agentes de saúde locais ajuda a identificar melhor os casos suspeitos e a encaminhá-los de forma segura para os centros de tratamento." Unicef/UNI997618/Carmel Ndomb Um especialista em água e saneamento do Unicef explica as medidas de prevenção do ebola a alunos de uma escola primária em Bunia, Ituri, República Democrática do Congo Situação no Uganda e apelo à solidariedade global No vizinho Uganda, o balanço aponta para 19 casos confirmados, incluindo duas mortes, e um caso provável que também resultou em óbito. Até ao momento, não existem evidências de transmissão comunitária em território ugandês. Nesta terça-feira, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, esteve pessoalmente no Uganda para supervisionar as operações e reunir-se com governantes, pacientes e equipes médicas de primeira linha. A meta é blindar a região e evitar o alastramento do vírus a outros países vizinhos, como o Quênia. Para isso, a OMS reforçou o apelo aos doadores internacionais para que financiem o plano conjunto de US$ 518 milhões. O montante é urgente para capacitar os laboratórios regionais e garantir que a resposta ao ebola seja rápida, coordenada e definitiva, descrita pelas autoridades como "uma ameaça real que se sabe como parar". ♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News ♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android ♦ Siga-nos no Twitter ! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud ébola OMS RD Congo Facebook Twitter Imprimir Email