O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou uma sessão que debateu a situação no Oriente Médio, com ênfase para a Faixa de Gaza.
Na reunião, o alto representante para Gaza do Conselho de Paz, Nickolay Mladenov, apresentou um informe declarando que o destino de mais de 2 milhões de pessoas em Gaza está incerto enquanto elas esperam em condições de desespero.
Obrigações no âmbito do cessar-fogo
O apelo ao Hamas é que seja acolhido o roteiro de paz sem mais delongas, e que Israel cumpra suas obrigações no âmbito do cessar-fogo.
O diplomata afirmou que o novo roteiro apresentado para a implementação total do plano de 20 pontos é "credível, justo e equilibrado" com base no princípio da reciprocidade.
Para ele, o desarmamento e a transição não são apenas exigências legais, mas o único caminho real para a reconstrução, para a retirada das forças israelenses e para um horizonte político palestino.
Força Internacional de Estabilização
Ao explicar a lógica da Força Internacional de Estabilização, ISF, Mladenov revelou que ela atuará como "ponte temporária e estrutura apoiando a reconstrução de Gaza, operando sob o princípio rigoroso da reciprocidade, onde o progresso é conquistado e verificado passo a passo".
O foco do mandato da ISF será apoiar o desarmamento, proteger as operações humanitárias e garantir a segurança necessária até que uma Autoridade Palestina reformada reassuma plenamente as suas responsabilidades.
Alternativas de um novo começo ou abismo
O vice-coordenador especial da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio enfatizou que as alternativas são de "um novo começo ou o abismo definitivo" na área que tem infraestruturas destruídas e um cessar-fogo violado.
Ramiz Alakbarov alertou sobre discursos de bastidores que sugerem um possível retorno aos combates em larga escala enquanto se discute a segunda fase do cessar-fogo para Gaza.
As vítimas mortais da violência confirmadas pelo Ocha indicam que 856 palestinos foram mortos em ataques após o anúncio do cessar-fogo em outubro passado.
Quanto aos feridos graves, a OMS estima que do total de 172 mil observados desde o início do conflito, cerca de 43 mil sofreram lesões que mudarão as suas vidas de forma permanente.
O deslocamento em massa afeta a maior parte da população de Gaza, que agora sobrevive em tendas superlotadas ou estruturas severamente danificadas, sem acesso a serviços básicos.