ONU pede que Chile avance no plano de busca por desaparecidos da ditadura 28 Maio 2026 Paz e segurança Especialistas independentes defendem que políticas públicas na procura de informações sejam fortalecidas com base legal sólida e recursos adequados; parecer técnico que avaliou execução do plano foi submetido ao governo. Relatores independentes* do Grupo de Trabalho sobre Desaparecimentos Forçados ou Involuntários da ONU lançaram um apelo ao Governo do Chile para manter e ampliar as políticas públicas iniciadas com o Plano Nacional de Busca, Verdade e Justiça. O programa lançado em 2023 tem como objetivo esclarecer as circunstâncias de desaparecimentos e mortes ocorridos durante a ditadura militar. Plano Nacional de Busca O regime ditatorial no Chile começou em 1973, após o golpe de Estado que depôs o presidente Salvador Allende. Mais de 50 anos depois, a Anistia Internacional estima que cerca de 1.500 pessoas seguem desaparecidas. Para os relatores, a continuidade da política pública é essencial na garantia de respostas às famílias e preservação da memória. ONU/Shirin Yaseen Peritos independentes defendem que políticas públicas na procura de informações sejam fortalecidas com base legal sólida O Plano Nacional de Busca prevê o acesso à informação, a criação de mecanismos que impeçam retrocessos e a participação de familiares e da sociedade nos processos de investigação. Os especialistas da ONU destacam que a iniciativa deve contar com um marco legal sólido, capaz de oferecer maior segurança jurídica e assegurar sua implementação ao longo do tempo. Fortalecimento de políticas públicas Os relatores elogiaram ao governo chileno pela cooperação e ressaltaram os avanços já alcançados, como a formação de equipes especializadas em direitos humanos e o progresso na digitalização de arquivos. Entre as recomendações, estão a retenção de profissionais experientes e a garantia de orçamento adequado para sustentar as ações. O parecer técnico que avaliou de perto a execução do Plano foi submetido ao governo do Chile e servirá como referência para fortalecer políticas de memória, verdade e justiça no país. * Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho.
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