ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas Pesquisar Países lançam iniciativa científica dedicada a estudo do hantavírus © OMS/Hedinn Halldorsson Parceiros e autoridades nas operações de resposta e coordenação no Porto de Granadilla, em Tenerife, Espanha. Facebook Twitter Imprimir Email Países lançam iniciativa científica dedicada a estudo do hantavírus 15 Junho 2026 Saúde Novo projeto multilateral analisa comportamento do vírus e os seus efeitos no corpo humano; especialistas destacam importância da investigação e cooperação científica entre nações e instituições. Na sequência do surto de vírus Andes, Andv, no navio de cruzeiro MV Hondius, em maio deste ano, investigadores e instituições de 21 países implementaram uma iniciativa de investigação da estirpe de hantavírus. O novo projeto visa demonstrar como os sistemas internacionais de preparação para a investigação podem ser rapidamente ativados durante emergências sanitárias, afirma a Organização Mundial da Saúde, OMS. Cientistas estudam vírus Andv A iniciativa, intitulada de Navis, consiste num estudo de história natural concebido para melhorar a compreensão da dinâmica de transmissão desta estirpe da família dos hantavírus. Através do seguimento de indivíduos expostos, o grupo vai aprofundar o estudo dedicado aos períodos de incubação, as respostas imunitárias, o comportamento do vírus e os determinantes da doença grave. Os países participantes neste projeto são África do Sul, Alemanha, Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, França, Grécia, Irlanda, Itália, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia, Reino Unido, República Democrática do Congo, Singapura, Suíça e Turquia. Projeto mostra potencial científico coletivo Para o infeciologista iraniano Yazdan Yazdanpanah, "o rápido lançamento do Navis, em 21 países, mostra o que é possível quando as redes de investigação são estabelecidas antes de os surtos ocorrerem". CDC Imagem microscópica de partículas de Hantavírus de cor verde sobre um fundo branco Surtos como o do vírus Andv constituem uma oportunidade rara de investigação científica, com uma janela temporal limitada para gerar evidência científica robusta. A OMS afirma que sem coordenação rápida e protocolos harmonizados, as oportunidades de melhor compreender o agente patogénico podem perder-se. Preparação deve estender-se a várias geografias A organização realça ainda a importância de uma preparação para a investigação de novos surtos com expressão geograficamente distribuída. Segundo a OMS, os países e regiões onde os surtos emergem ou onde os agentes patogénicos circulam devem ser participantes centrais na geração de evidência. Sylvie Briand, cientista-chefe da agência, nota que "a geração de evidência científica durante os surtos tem de se tornar operacional, coordenada e imediatamente acionável". Por sua vez, "as futuras respostas a surtos devem começar por ativar sistemas de investigação que já existem, em vez de tentar construí-los durante as crises", conclui. ♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News ♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android ♦ Siga-nos no Twitter ! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud vírus Andes hantavírus OMS Facebook Twitter Imprimir Email
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