ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas Pesquisar Produção global de pescas e aquacultura atinge novos máximos e rivaliza com o comércio de carne terrestre © Unsplash/ Ed Wingate Redes de pesca são mantidas no mar em Berufjörður, na Islândia. Facebook Twitter Imprimir Email Produção global de pescas e aquacultura atinge novos máximos e rivaliza com o comércio de carne terrestre 17 Junho 2026 Clima e Meio Ambiente A produção e o comércio de animais aquáticos atingem novos recordes; a disponibilidade de alimentos de origem aquática per capita aumenta, mas as assimetrias entre continentes mantêm-se, confirma o novo relatório da FAO. O comércio de produtos de origem aquática continua a atingir níveis recorde. Pela primeira vez, a produção de animais aquáticos provenientes da aquacultura ultrapassou a marca das 100 milhões de toneladas em 2024. Com um valor inédito de US$ 184 biliões, o comércio de animais aquáticos rivaliza agora com o comércio de carne terrestre, conclui o novo relatório da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, FAO , intitulado "O Estado Mundial das Pescas e da Aquacultura". Produção global atinge novo recorde A publicação estima que a produção global de pescas e aquacultura atingiu um recorde de 235 milhões de toneladas em 2024, das quais 195 milhões correspondem a animais aquáticos. Este crescimento confirma a centralidade do setor na alimentação mundial: 89% da produção destina-se ao consumo humano, fornecendo, pelo menos, um quinto da proteína animal consumida por 3,1 biliões de pessoas. O setor é ainda responsável pela subsistência de 600 milhões de pessoas em todo o mundo. © FAO/Evandro Semedo Fazenda de Camarão, em Calhau, Cabo Verde. As pescas fornecem alimentos, melhoram índices de nutrição e sustentam meios de vida Disponibilidade global mantém-se assimétrica O relatório nota um aumento da disponibilidade global de alimentos de origem aquática per capita, de 21,1 kg em 2023, subindo para uma estimativa de 21,3 kg em 2024. No entanto, a maior acessibilidade é marcada por fortes assimetrias a nível global. Enquanto, na Ásia, o consumo é de 26,3 kg por pessoa, em África é de apenas 9,1 kg por pessoa, bem abaixo da média global. Crescimento sustentável e equitativo O setor de produtos aquáticos enfrenta pressões relacionadas com as alterações climáticas, a degradação ambiental, choques económicos e mudanças geopolíticas, que comprometem a sua sustentabilidade. A agência das Nações Unidas estima uma redução superior a 10% da biomassa piscícola explorável até 2050 em várias regiões do mundo. Neste sentido, a FAO destaca que o crescimento sustentável e equitativo dos sistemas de produção aquática constitui uma prioridade central para a gestão sustentável dos ecossistemas marinhos e de águas interiores. "O relatório demonstra que, mais do que nunca, um planeta saudável requer oceanos e águas interiores saudáveis", escreveu, no prefácio, o Diretor-Geral da FAO, Qu Dongyu, que acrescenta a necessidade de "assegurar todos os esforços necessários para inverter o declínio da sustentabilidade e garantir o potencial a longo prazo do setor para as gerações futuras." ♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News ♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android ♦ Siga-nos no Twitter ! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud pesca Aquacultura fao Facebook Twitter Imprimir Email