ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas ONU News Perspectiva Global Reportagens Humanas Pesquisar Refugiados na África Oriental e Austral vivem décadas em exílio, aponta Acnur BR Acnur Refugiados sudaneses aguardando em um centro de registro do Acnur no Cairo, Egito. Facebook Twitter Imprimir Email Refugiados na África Oriental e Austral vivem décadas em exílio, aponta Acnur 10 Junho 2026 Migrantes e refugiados Relatório mostra que o deslocamento forçado na África Oriental e Austral se prolonga por décadas, afetando gerações inteiras; Três em cada quatro refugiados continuam em exílio após cinco anos; Angola e Moçambique aparecem como países de origem. O deslocamento forçado na África Oriental e Austral deixou de ser uma condição temporária e tornou-se uma realidade de longo prazo: milhões de refugiados permanecem em asilo por quase uma geração inteira. Dados do novo relatório da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, revelam que, ao final de 2025, 6,4 milhões de pessoas ainda estavam registradas como refugiados ou solicitantes de asilo na região. Conflitos e instabilidades A análise, baseada em registros entre 2001 e 2025, mostra que os deslocamentos na região raramente são de curto prazo. Muitos fugiram da guerra, da instabilidade e da perseguição em países como Sudão, Sudão do Sul e Somália. O diretor regional do Acnur para a África Oriental e Austral, Mamadou Dian Balde, afirma que, após tantos anos em exílio, os refugiados precisam mais do que ajuda emergencial: necessitam oportunidades e novos caminhos para reconstruir suas vidas. Segundo ele, o retorno aos locais de origem deve ser apoiado quando houver segurança; quando não, é essencial garantir acesso a educação e trabalho de qualidade. © UNHCR/Andrew McConnell Refugiados sudaneses chegam à cidade fronteiriça de Adré, no Chade Crianças e jovens refugiados Os dados mostram que três em cada quatro refugiados permanecem deslocados mesmo após cinco anos da emergência inicial. Crianças e jovens adultos estão entre os mais afetados: aqueles registrados antes dos cinco anos de idade continuam em situação de asilo por uma média de mais de 18 anos. O Acnur destaca que o impacto sobre mulheres e crianças pode durar uma geração ou mais, criando dependência intergeracional da ajuda humanitária. Processos de paz Angola e Moçambique aparecem no estudo como países de origem de refugiados. Angolanos em asilo na Namíbia permanecem em média 3,5 anos, enquanto na Zâmbia o tempo é menor, cerca de 1,2 anos. Já os moçambicanos deslocados para o Malawi ficam em asilo por aproximadamente 2,4 anos. Esses períodos relativamente curtos contrastam com outras nacionalidades da região, como os somalis na Eritreia, que chegam a quase uma década. Os dados sugerem que, apesar dos conflitos internos em Angola e Moçambique nas décadas anteriores, houve processos de paz e estabilização que permitiram retornos mais rápidos. WFP Etiópia Refugiados sul-sudaneses recebem assistência do WFP na fronteira com a Etiópia Soluções duradouras Apesar das dificuldades, os países de acolhimento na África Oriental e Austral continuam a abrir suas fronteiras e oferecer proteção a milhões de refugiados. O desafio, segundo o Acnur, é transformar essa solidariedade em soluções duradouras. Para isso, a agência defende que governos, doadores e setor privado invistam em educação, trabalho e inclusão social, garantindo que os deslocados não apenas sobrevivam, mas possam reconstruir suas vidas e contribuir para o desenvolvimento das comunidades que os recebem. ♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News ♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android ♦ Siga-nos no Twitter ! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud Refugiados na África Acnur solicitantes de asilo Facebook Twitter Imprimir Email
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Refugiados na África Oriental e Austral vivem décadas em exílio, aponta Acnur