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Relatoras denunciam exploração sexual em plataformas digitais BR

© Unsplash Empresas são acusadas de lucrar com conteúdos sexuais sem consentimento e atuar como plataformas de pagamento e busca.

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Relatoras denunciam exploração sexual em plataformas digitais

21 Maio 2026 Direitos humanos Enquanto conglomerados lucram com conteúdos abusivos sem responsabilização, vítimas seguem em busca de justiça.

Empresas de pornografia digital estão facilitando a exploração sexual em larga escala de mulheres e menores de idade, afirmam relatoras independentes da ONU*. Pornhub e a Aylo Holdings estão entre as companhias acusadas de lucrar com conteúdos sexuais sem consentimento e atuar como plataformas de pagamento e busca. Falta de verificação As relatoras, que se reportam ao Conselho de Direitos Humanos da ONU, afirmam que em plataformas como o Xvideos, o conteúdo pornográfico é publicado sem verificação confiável de idade ou autorização. Apesar das denúncias e esforços das vítimas, muitas vezes os conteúdos não-consensuais permanecem online. Fiscalização mais rígida Alguns apelos foram encaminhados aos governos dos Estados Unidos e do Canadá para essas plataformas sejam processadas. As relatoras dizem que é preciso exigir comprovação de idade e verificação de todos os usuários. Em resposta, o governo canadense reconheceu a necessidade de atualizar a lei de privacidade e criar legislações para responsabilizar as empresas por conteúdo nocivo.

© Unsplash/Julio Lopez O abuso online contra mulheres é um fenômeno crescente em todo o mundo

As especialistas em direitos humanos cobraram ainda medidas de fiscalização mais rígidas, como monitoramento constante, moderação efetiva e remoção de imagens violentas e abusivas de crianças e adultos. Ações das vítimas Até o momento, as ações da Aylo contra esse tipo de prática foram provocadas por processos judiciais movidos por vítimas. Mais de 25 ações tramitam no Justiça dos Estados Unidos e levaram à intervenção da Comissão Federal de Comércio. Impactado diretamente, desde 2020 a plataforma foi obrigada a remover mais de 50 milhões de arquivos não verificados. Ainda assim, as relatoras destacam que houve falha em responsabilizar criminalmente a plataforma. Em 2023, a promotoria fechou um acordo de suspensão condicional do processo. A empresa aceitou pagar multas e indenizações a vítimas selecionadas e aceitar monitoramento externo por três anos. Se cumprir o acordo, as acusações serão arquivadas nesse ano e nenhuma condenação será registrada. Segundo as relatoras, enquanto indivíduos são presos por tráfico sexual, as corporações que facilitaram e lucraram conscientemente com a atividade criminosa seguem sem condenação. E as vítimas dessas imagens têm que reviver o trauma e o pesadelo de serem expostas sem nenhuma proteção legal. * Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho

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