Surto de ébola ameaça intensificar insegurança alimentar na RD Congo 28 Maio 2026 Saúde Mais de 25 milhões de pessoas enfrentam falta de alimentos no país africano; surto de ébola pode agravar fome aguda e exige ação coordenada para colmatar impactos humanitários. O surto de ébola, na província de Ituri, na República Democrática do Congo, RD Congo, veio acentuar o risco de fome no país, onde pelo menos 26,5 milhões de pessoas já enfrentam insegurança alimentar aguda. Para conter o risco de transmissão e o agravamento da crise humanitária, o Programa Mundial de Alimentos, WFP , destaca a urgência de uma ação rápida e coordenada, capaz de combinar saúde, logística e assistência alimentar. Variante rara preocupa autoridades Altamente letal e transmissível, a variante do ébola, Bundibugyo preocupa as autoridades de saúde da RD Congo. Na sexta, 22 de maio, haviam sido notificados mais de 750 casos suspeitos e 177 mortes, incluindo no país vizinho, o Uganda. PMA/Jacques David WFP alerta para risco de insegurança alimentar na RD Congo Declarada no dia 17 de maio como Emergência de Saúde Global pela Organização Mundial da Saúde, OMS, a nova crise sanitária coincide com um momento de escassez alimentar no país da África Central. Nas províncias orientais congolesas, o WFP registou pelo menos 10 milhões de pessoas em situação de fome severa. Em Ituri, epicentro do surto, pelo menos 1,7 milhão encontram-se em situação de crise alimentar ou pior. Deslocações e risco de transmissão Atualmente, ainda não existe uma vacina ou tratamento aprovado para esta estirpe do vírus, o que reforça a importância das medidas de prevenção e de uma resposta rápida por parte dos serviços humanitários. Por sua vez, o contexto de segurança volátil, as limitações no acesso humanitário e a elevada mobilidade populacional aumentam o risco de transmissão, quer nas regiões afetadas como nos países vizinhos. O WFP está a trabalhar com o Governo da RD Congo, a OMS e outros parceiros para apoiar a resposta humanitária ao surto, incluindo a facilitação do transporte de equipas de resposta, material médico e carga essencial para áreas de difícil acesso. Surto em 2018 A agência humanitária traz uma vasta experiência de respostas anteriores ao ébola na RD Congo, incluindo o surto de 2018 na província de Bas-Uélé Norte, onde forneceu apoio logístico e alimentar essencial à população. OMS/Lindsay Mackenzie Unidade de Tratamento de ebola em Komanda, província de Ituri, no leste da República Democrática do Congo. Perante o risco de não conseguir alcançar todas as pessoas necessitadas, o WFP apela ao reforço do financiamento das suas operações, de modo a garantir uma resposta rápida e eficaz, priorizando a população mais vulnerável.