O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram em 17 de junho um memorando de entendimento de 14 pontos no Palácio de Versalhes, em Paris, com o objetivo de encerrar o conflito armado entre EUA e Irã iniciado em 28 de fevereiro. O Paquistão atuou como mediador das negociações que resultaram no documento.
Termos do acordo
Conforme o texto do memorando divulgado pela Al Jazeera e pela NPR, o documento estabelece um cessar-fogo imediato entre as partes, seguido de um período de 60 dias dedicado a negociações sobre três eixos centrais: o programa nuclear iraniano, o regime de sanções americanas e um plano de reconstrução estimado em US$ 300 bilhões.
Entre as medidas concretas previstas no memorando, o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao Irã deverá ser removido em até 30 dias após a assinatura. A reabertura do Estreito de Ormuz — passagem estratégica por onde transita parcela significativa do comércio global de petróleo — também está contemplada no acordo.
Mediação paquistanesa
O Paquistão desempenhou papel central como mediador entre Washington e Teerã, segundo as fontes consultadas. A escolha de Versalhes como local para a cerimônia de assinatura contou com a acolhida do governo francês, embora os detalhes sobre o envolvimento de Paris nas negociações não tenham sido detalhados nos relatos publicados.
Contexto do conflito
O confronto militar direto entre Estados Unidos e Irã teve início em 28 de fevereiro, no contexto da guerra envolvendo EUA e Israel contra o Irã. O conflito provocou impactos severos na economia global, particularmente nos mercados de energia, devido às restrições à navegação no Estreito de Ormuz e ao bloqueio naval americano na região do Golfo Pérsico.
Próximos passos
De acordo com a NBC News, o memorando de entendimento não constitui um tratado formal, mas estabelece o arcabouço para as negociações que devem ocorrer nos próximos 60 dias. O sucesso do processo dependerá da capacidade das partes de alcançar consenso sobre questões historicamente sensíveis, como o programa nuclear iraniano e a suspensão definitiva das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. O plano de reconstrução de US$ 300 bilhões representa outro ponto que demandará negociações detalhadas sobre financiamento e implementação.