Na Semana de Conscientização sobre o Sal, a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, reforçou o alerta sobre os perigos do consumo excessivo de sódio e os desafios enfrentados na região.

Impacto na saúde

"O excesso de sal faz com que o corpo retenha líquidos, aumenta a pressão arterial e sobrecarrega o coração, os vasos sanguíneos, os rins e até o cérebro. Com o tempo, isso pode aumentar o risco de infarto, de acidente vascular cerebral, de insuficiência cardíaca e de doença renal. A pressão alta muitas vezes não dá sintomas. A pessoa pode estar com a pressão alta e nem perceber. A boa notícia é que pequenas mudanças fazem muita diferença."

Limite diário recomendado

A Organização Mundial da Saúde, OMS, recomenda o consumo diário máximo de 2.000mg de sódio para adultos, equivalente a uma colher de chá.

O excesso de sal é um dos principais fatores para o desenvolvimento de hipertensão e doenças cardiovasculares, duas das maiores causas de morte no continente.

Alimentos industrializados

O maior desafio está na ingestão de alimentos industrializados, afirma o assessor, responsáveis por cerca de 80% da ingestão de sódio, muitas vezes sem os consumidores perceberem.

O aumento do consumo de ultraprocessados torna essenciais políticas como os rótulos de advertência na parte frontal das embalagens.

Pressão da indústria

Segundo o assessor em nutrição e atividade física da Opas, Fabio da Silva Gomes, as empresas do setor frequentemente tentam atrasar ou enfraquecer as medidas, questionando estudos científicos ou recorrendo à Justiça para impedir regulações mais rígidas.

A Opas mantém alinhamento com a meta da OMS de reduzir em 30% o consumo de sal. O assessor defende a implementação de políticas públicas, a regulação da publicidade e a restrição da oferta desses produtos em escolas.

Países como Argentina, México e Colômbia já adotaram regulações sobre o uso em alimentos industrializados, com estudos mostrando redução na compra de produtos ricos em sal.