Novos estudos indicam que carregadores de bebê — conhecidos popularmente como slings — oferecem benefícios importantes para mães, pais e recém-nascidos, mas especialistas alertam que informações de segurança mais claras poderiam prevenir mortes e lesões raras, segundo a The Conversation.

Benefícios documentados

De acordo com as pesquisas analisadas pela The Conversation, o uso de slings favorece o vínculo afetivo entre cuidadores e bebês, contribui para a regulação térmica e emocional dos recém-nascidos e pode facilitar a amamentação. O contato físico prolongado proporcionado pelo carregador também está associado a menor choro e maior sensação de segurança nos bebês.

Para os pais, o uso do sling libera as mãos para outras atividades e pode ser especialmente útil em contextos urbanos, onde o transporte em carrinhos nem sempre é prático. No Brasil, onde o uso de transporte público e deslocamentos a pé são comuns em grandes centros, esse aspecto tem relevância particular.

Riscos e cuidados necessários

Apesar dos benefícios, os estudos apontam riscos associados ao uso incorreto dos carregadores. O principal perigo é a obstrução das vias aéreas do bebê, especialmente em recém-nascidos prematuros ou com baixo peso. A posição inadequada — com o queixo do bebê colado ao peito ou com a cabeça inclinada para frente — pode dificultar a respiração.

Segundo a The Conversation, mortes e lesões graves relacionadas a slings são raras, mas poderiam ser ainda menos frequentes com orientações mais acessíveis e padronizadas aos consumidores. Especialistas recomendam que fabricantes e órgãos de saúde invistam em materiais educativos claros sobre o uso correto.

Como usar com segurança

As diretrizes gerais indicadas pelas pesquisas seguem o acrônimo em inglês TICKS: o bebê deve estar visível (Tight — firme), com o queixo afastado do peito (In view at all times), próximo o suficiente para ser beijado (Close enough to kiss), com as costas apoiadas (Keeping chin off the chest) e com as vias aéreas desobstruídas (Supported back).

Pais e cuidadores são orientados a verificar regularmente a posição do bebê durante o uso e a consultar profissionais de saúde em caso de dúvidas, especialmente quando se trata de bebês prematuros, recém-nascidos ou crianças com condições de saúde específicas.

Este artigo foi originalmente publicado pela The Conversation sob licença CC BY-NC-ND (Creative Commons — attribution, non-commercial, no derivatives). O Jornal Atlas traduziu e adaptou o conteúdo para o público brasileiro. A licença original exige que qualquer uso mantenha a atribuição e proíba usos comerciais.