No dia 23 de fevereiro de 2022, na cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia, a médica Inna Soldatenko terminou o expediente, buscou a filha na escola, preparou o jantar e organizou uma aula para seus alunos. Na manhã seguinte, ela acordou com o som de explosões.
O relato é parte de um perfil publicado pela UN News, o serviço de notícias das Nações Unidas, que acompanhou a trajetória da médica desde a invasão russa em larga escala da Ucrânia até sua reinserção profissional no sistema de saúde britânico.
De Kharkiv ao Reino Unido
Kharkiv, segunda maior cidade da Ucrânia, foi uma das primeiras a ser atingida pelos bombardeios que marcaram o início da ofensiva russa em 24 de fevereiro de 2022. A cidade, localizada a menos de 40 quilômetros da fronteira com a Rússia, tornou-se alvo de ataques intensos nas primeiras horas do conflito.
Para milhões de ucranianos, aquela manhã representou uma ruptura irreversível com a vida que conheciam. A médica Soldatenko foi uma das muitas profissionais de saúde forçadas a deixar o país em meio à guerra, segundo a UN News.
Reconstrução e apoio a outros refugiados
De acordo com o relato da UN News, Soldatenko conseguiu se reintegrar ao mercado de trabalho no serviço nacional de saúde do Reino Unido, conhecido pela sigla NHS (National Health Service). Além de retomar a própria carreira, ela passou a ajudar outros ucranianos a percorrerem o mesmo caminho em solo britânico.
A história da médica ilustra os desafios enfrentados por profissionais qualificados que fogem de zonas de conflito e precisam revalidar diplomas, superar barreiras linguísticas e se adaptar a novos sistemas de saúde — um processo que pode levar anos.
O conflito na Ucrânia gerou uma das maiores crises de deslocamento na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Segundo dados da ONU, dezenas de milhões de pessoas foram deslocadas dentro e fora do país desde o início da invasão. \n---\n\n\nEste artigo foi originalmente publicado pela UN News sob licença CC-BY (Creative Commons — atribuição exigida). O Jornal Atlas traduziu e adaptou o conteúdo para o público brasileiro.\n\n---\n\nE
Este artigo foi originalmente publicado pela UN News sob licença CC-BY. O Jornal Atlas traduziu e adaptou o conteúdo para o público brasileiro.