O sono é um dos maiores desafios para as famílias com crianças pequenas. Uma nova pesquisa examina com profundidade a relação entre o uso de telas e a qualidade do sono na primeira infância, segundo a The Conversation.
O que diz a pesquisa
De acordo com o estudo, o uso de dispositivos eletrônicos — como tablets e smartphones — antes de dormir está associado a piores padrões de sono em crianças pequenas. Os pesquisadores identificaram que a exposição a telas no quarto, mesmo que indireta, pode atrasar o início do sono e reduzir o tempo total de descanso.
A luz emitida pelas telas interfere na produção de melatonina, o hormônio responsável por regular o ciclo sono-vigília. Em crianças, cujo sistema nervoso ainda está em desenvolvimento, esse efeito tende a ser mais pronunciado do que em adultos.
Recomendações práticas
Com base nos achados, os especialistas recomendam manter dispositivos eletrônicos fora dos quartos das crianças. Limitar o uso de tablets e celulares na hora que antecede o sono também é apontado como uma medida eficaz para melhorar a qualidade do descanso.
Criar uma rotina noturna consistente — que inclua atividades calmas, como leitura de livros físicos — pode ajudar a sinalizar ao organismo da criança que é hora de dormir. Segundo a The Conversation, essas estratégias são simples, mas têm respaldo científico crescente.
Contexto para famílias brasileiras
No Brasil, o uso de telas por crianças pequenas é uma preocupação crescente entre pediatras e educadores. A Sociedade Brasileira de Pediatria já recomenda evitar o uso de telas por crianças menores de dois anos e restringir o tempo de exposição para crianças mais velhas, especialmente à noite.
O sono adequado na infância está diretamente ligado ao desenvolvimento cognitivo, emocional e físico. Distúrbios do sono nessa fase podem ter consequências de longo prazo para o aprendizado e o comportamento, reforçando a importância de hábitos saudáveis desde cedo.
Este artigo foi originalmente publicado pela The Conversation sob licença CC BY-NC-ND (Creative Commons — attribution, non-commercial, no derivatives). O Jornal Atlas traduziu e adaptou o conteúdo para o público brasileiro. A licença original exige que qualquer uso mantenha a atribuição e proíba usos comerciais.