Duas pesquisas eleitorais divulgadas em junho consolidam o cenário da disputa presidencial de 2026, com o presidente Lula (PT) na liderança e o senador Flávio Bolsonaro (PL) como principal adversário.

Segundo a Gazeta do Povo, levantamento do instituto Datafolha realizado entre 17 e 19 de junho aponta Lula com 41% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Flávio Bolsonaro. Em simulação de segundo turno, a distância se estreita: o presidente marca 47%, enquanto o senador fluminense alcança 43%.

Os números confirmam tendência já registrada pela pesquisa CNT, realizada entre 11 e 15 de junho e também reportada pela Gazeta do Povo. Nesse levantamento, Lula aparece com 41,8% das intenções de voto no primeiro turno, seguido por Flávio Bolsonaro com 28,2%. A diferença entre os dois institutos quanto ao desempenho do senador — cerca de três pontos percentuais — pode refletir variações metodológicas e o intervalo entre os períodos de coleta.

Reorganização no campo bolsonarista

A consolidação de Flávio Bolsonaro como principal nome da oposição ocorre em um contexto de reorganização no campo da direita. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, que figurava como possível pré-candidato, desistiu da corrida após ter sido cassado pelo Supremo Tribunal Federal em 16 de junho, conforme informações compiladas pela Gazeta do Povo e registradas em levantamentos sobre o cenário eleitoral de 2026. A saída de Eduardo concentrou o capital político da família Bolsonaro na candidatura do senador.

Margem e incertezas

Apesar da vantagem consistente no primeiro turno, a simulação de segundo turno do Datafolha revela uma margem de quatro pontos percentuais entre Lula e Flávio Bolsonaro — distância que, a depender da margem de erro da pesquisa, pode indicar um cenário competitivo. A corrida presidencial ainda está a mais de um ano do pleito, e fatores como o desempenho econômico, eventuais alianças partidárias e a definição de outros candidatos podem alterar significativamente o quadro atual.

As pesquisas foram registradas junto à Justiça Eleitoral, conforme exigência da legislação brasileira para levantamentos de intenção de voto.