O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comandou nesta terça-feira (10) a 7ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), conhecido como Conselhão, no Palácio Itamaraty, em Brasília. O encontro teve como tema central "Da soberania nacional ao protagonismo global" e foi marcado por discussões sobre a ameaça de novas tarifas comerciais dos Estados Unidos contra produtos brasileiros.

Durante a reunião, conforme registros divulgados pelo Planalto, Lula posou ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin e de ministros segurando uma placa com os dizeres "O Pix é do Brasil". O gesto foi interpretado como uma reafirmação da soberania tecnológica brasileira sobre o sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido pelo Banco Central, segundo o Brasil 247.

De acordo com o Metrópoles, a pauta do Conselhão foi amplamente dominada pela escalada das tensões comerciais com os Estados Unidos, em meio a sinalizações de Washington sobre a imposição de novas tarifas a produtos exportados pelo Brasil. O tema se insere no contexto mais amplo da política tarifária norte-americana, que tem afetado parceiros comerciais em diferentes regiões do mundo.

O CDESS reúne representantes da sociedade civil, do setor empresarial, de movimentos sociais e do governo para debater políticas de desenvolvimento econômico e social. A escolha do tema da 7ª plenária reflete a intenção do governo de posicionar o Brasil de forma mais assertiva no cenário internacional, tanto no campo comercial quanto no tecnológico.

Conforme informações do portal do Planalto, a reunião contou com a presença de integrantes do primeiro escalão do governo federal e de conselheiros que compõem o colegiado. O encontro serviu como espaço para alinhar posições entre o governo e setores produtivos diante do cenário de incerteza no comércio exterior.

A defesa pública do Pix pelo presidente e seus ministros ocorre em um momento em que o sistema de pagamentos instantâneos brasileiro tem sido alvo de debates tanto internamente quanto no exterior. O gesto simbólico busca reforçar o caráter nacional da ferramenta, que se consolidou como um dos principais meios de transação financeira no país desde sua criação, em 2020.