Levantamentos de diferentes institutos de pesquisa divulgados ao longo de junho de 2026 apontam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das intenções de voto para a eleição presidencial de outubro, com vantagem de dois dígitos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece consolidado na segunda posição.
Segundo a Gazeta do Povo, a pesquisa CNT, realizada entre 11 e 15 de junho, registrou 41,8% das intenções de voto para Lula no cenário de primeiro turno, contra 28,2% de Flávio Bolsonaro. O levantamento reforça a tendência observada em sondagens anteriores, com o presidente mantendo uma margem confortável à frente do principal adversário.
Outro levantamento de referência, o Datafolha, entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 17 e 19 de junho, conforme reportado pela Gazeta do Povo. Os números do instituto seguem a mesma direção geral, com Lula à frente e Flávio Bolsonaro ocupando a segunda colocação. Já dados compilados pela plataforma Indexa Pesquisas, conforme o Jota, indicam Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 30% no primeiro turno — faixa compatível com os demais levantamentos, consideradas as margens de erro.
Nas simulações de segundo turno testadas pelos institutos, Lula vence todos os confrontos diretos, independentemente do adversário. Os cenários reforçam a posição de favoritismo do atual presidente para a reeleição, embora a corrida ainda esteja a cerca de quatro meses do pleito.
Um dado que chama atenção é o nível de engajamento do eleitorado. Segundo pesquisa BTG/Nexus, 77% dos brasileiros afirmam estar muito interessados na disputa presidencial — o maior índice já registrado na série histórica do levantamento. O número sugere que a polarização entre os dois principais candidatos tem mobilizado o eleitorado de maneira significativa.
Com os registros de candidatura ainda por ser oficializados e a campanha eleitoral sem início formal, os números de junho representam uma fotografia do momento. Analistas ouvidos pelos veículos que divulgaram as pesquisas destacam que, embora a vantagem de Lula seja expressiva, o cenário pode sofrer alterações à medida que alianças partidárias se consolidem e o horário eleitoral gratuito entre no ar nos próximos meses.