Pesquisas eleitorais divulgadas em junho de 2026 indicam empate técnico entre aprovação e desaprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sinalizando uma recuperação nas avaliações do mandatário às vésperas do início formal da corrida eleitoral.

Segundo levantamento do instituto Futura/Apex, divulgado pelo Congresso em Foco, 49,6% dos entrevistados aprovam o governo Lula, contra 47,7% que desaprovam. Trata-se da primeira vez em 2026 que a aprovação supera numericamente a desaprovação nessa série de pesquisas, embora os números permaneçam dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

Os resultados são corroborados por outros institutos. Pesquisa Datafolha referente ao mesmo período, conforme a Gazeta do Povo, aponta 48% de aprovação ante 49% de desaprovação — também em situação de empate estatístico. Já o levantamento da Vox Brasil, realizado com 2.100 entrevistados e reportado pela A Crítica, registra 49,1% de aprovação contra 49,3% de desaprovação, reforçando o cenário de polarização equilibrada na avaliação do governo.

O dado mais expressivo, no entanto, está na tendência. A diferença entre avaliação positiva e negativa do governo caiu de 14,7 pontos percentuais em fevereiro — quando a desaprovação superava a aprovação com folga — para cerca de 1,6 ponto em junho. A trajetória de redução consistente nesse intervalo de quatro meses sugere uma recomposição da base de apoio ao presidente, embora o equilíbrio apertado entre os dois campos evidencie a fragilidade dessa sustentação.

Em cenário de segundo turno para a eleição presidencial de 2026, pesquisa do instituto Indexa referente a junho aponta Lula à frente de Flávio Bolsonaro por 47% a 40%, uma vantagem de sete pontos percentuais. O resultado indica que, apesar da divisão na avaliação do governo, o presidente ainda mantém competitividade eleitoral em um eventual confronto direto com o principal nome da oposição testado nos levantamentos.

O cenário de paridade na aprovação coloca o governo Lula em posição delicada, mas distante do quadro de rejeição consolidada que marcou o início do ano. Com o calendário eleitoral se aproximando — as convenções partidárias estão previstas para o segundo semestre —, os próximos meses devem ser decisivos para definir se a tendência de recuperação se sustenta ou se estabiliza no atual patamar de equilíbrio.