A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (22) a Operação Red Fox, voltada contra o núcleo financeiro do Comando Vermelho, com o bloqueio judicial de quase R$ 500 milhões em ativos vinculados à organização criminosa. A ação foi conduzida em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Federal (Gaeco/MPF).

Segundo a Agência Brasil, quatro mandados de prisão preventiva foram cumpridos durante a operação. Entre os alvos estavam dois investigados localizados no Suriname, que foram deportados para o Brasil para responder aos processos. A operação mirou especificamente os operadores financeiros responsáveis por movimentar e ocultar os recursos obtidos pela facção criminosa.

Conforme as investigações detalhadas pelas fontes, um dos investigados movimentou mais de R$ 150 milhões ao longo do período apurado. O volume expressivo de recursos evidencia a sofisticação do esquema financeiro montado pela organização para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas, como o tráfico de drogas.

De acordo com os relatos divulgados pela CNN Brasil e pelo Brasil 247, a facção utilizava uma estrutura complexa de lavagem de capitais que incluía empresas de fachada, transferências via PIX e contas bancárias de passagem. O mecanismo permitia diluir a origem dos recursos ilícitos em operações aparentemente legítimas, dificultando o rastreamento por parte das autoridades financeiras e policiais.

A Operação Red Fox representa mais um desdobramento das ações de combate às estruturas econômicas que sustentam organizações criminosas no país. O bloqueio de quase meio bilhão de reais é considerado um dos maiores já realizados contra o braço financeiro do Comando Vermelho, atingindo diretamente a capacidade da facção de financiar suas operações.

As investigações seguem em andamento, e as autoridades não descartam novos desdobramentos a partir da análise do material apreendido e das informações obtidas com as prisões realizadas no Brasil e no exterior.