Os motoristas e cobradores de ônibus do Rio de Janeiro suspenderam a greve nesta quarta-feira (1º de julho), após três dias de paralisação que afetou o transporte público na capital fluminense. A categoria mantém estado de greve e aguarda nova rodada de negociação marcada para segunda-feira (6), com mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e do Ministério Público do Trabalho.
A paralisação teve início em 29 de junho, por tempo indeterminado, depois que os rodoviários rejeitaram a proposta apresentada pelas empresas de ônibus. Conforme a Agência Brasil, a categoria reivindica reajuste salarial de 17%, piso de R$ 5.000 para motoristas do sistema BRT e vale-alimentação de R$ 1.000. Do outro lado da mesa, as empresas alegam crise financeira e oferecem reajuste de 4,39% — diferença que tem travado as negociações desde o início do impasse.
Segundo o Diário do Grande ABC, a decisão de suspender a greve foi tomada em assembleia dos trabalhadores, que optaram por retomar as atividades enquanto aguardam a audiência de conciliação na próxima segunda-feira. A suspensão, no entanto, não representa o fim do movimento: a categoria permanece em estado de greve, o que permite a retomada da paralisação caso as negociações não avancem.
De acordo com a CNN Brasil, o sindicato dos rodoviários condicionou a suspensão à garantia de que a nova rodada de negociação ocorreria com a participação efetiva do TRT como mediador. A expectativa é de que a audiência do dia 6 de julho produza uma proposta intermediária capaz de atender parcialmente às demandas dos trabalhadores sem comprometer a situação financeira das empresas operadoras.
Durante os três dias de paralisação, milhões de passageiros que dependem do transporte coletivo na cidade do Rio de Janeiro foram afetados. O sistema de ônibus da capital fluminense é um dos maiores do país e atende diariamente a uma parcela significativa da população, especialmente moradores de regiões periféricas com acesso limitado a outros modais de transporte.
O desfecho das negociações na próxima segunda-feira será determinante para definir se a normalidade no transporte público carioca será mantida ou se a cidade enfrentará uma nova rodada de paralisações.